A primeira civilização mesopotâmica surgiu entre os rios Tigre e Eufrates, o termo "mesopotâmia" significa "terra entre rios". Essa região foi uma das primeiras do mundo onde ocorreu a Revolução Neolítica, caracterizada pelo desenvolvimento das primeiras técnicas agrícolas e de criação de animais. Para consolidar esse desenvolvimento foi necessário a observação da natureza e a compreensão das condições climáticas da região.
Com o tempo observou-se que algumas atividades passaram a ser exercidas por determinados grupos, se alguma família dedicava-se mais a agricultura, outras especializavam-se no artesanato ou no controle dos rios.
Essas famílias acabaram tornando-se privilegiadas na acumulação de bens e riquezas, aumentando seu poder sobre os demais membros da aldeia, com a especialização do trabalho nascia também a exploração do homem pelo homem.
As novas formas de organização de trabalho, a sedentarização das tribos, desenvolvimento agrícula e o crescente impulso ao interâmbio econômico e social junto a necessidade de proteção contra qualquer ameaça dos povos vizinhos fez com que surgissem núcleos populacionais mais complexos. A reunião de várias aldeias levou à formação de centros urbanos.
Política e Economia
As cidades mesopotâmicas são classificadas como cidades-Estados, visto que a princípio não se uniram para formar um único reino de poder centralizado, sendo independentes entre si. É importante ressaltar que o poder político e o religioso eram intimamente ligados. Economicamente predominava a agricultura com destaque para cevada e trigo. Na atividade pastoril destacava-se a criação de ovelhas, porcos e bois. No artesanato produsiam-se utensílios a partir do metal, cerâmica e até de tecidos.
Evolução Política
Essa região abrigou vários povos:
- Sumérios: A eles se atribui a invenção da escrita cuneiforme;
- Babilônios: Foram os primeiros na história a deixarem um conjunto de leis escritas: o Código de Hamurábi em homenagem ao rei babilônico Hamurábi. Esse código determinava penas para as infrações baseadas na chamada Lei de Talião: "olho por olho, dente por dente...";
- Assírios;
- Caldeus.
Cultura Mesopotâmica
Destcavam-se na literatura, arquitetura e astronomia para a previsão das cheias e vazantes dos rios e rituais religiosos. Diferente dos egícios eles não acreditavam na vida após a morte, mas eram politeístas. Nas obras hidráulicas, como diques e sistemas de irrigação pode-se observar conhecimentos sobre geometria. Na arquitetura destacam-se a construção de zigurates (templos) e na literatura o poêma épico "Gilgamesh", considerado por muitos o primeiro herói trágico de que se tem conhecimento.
Situado ao longo do curso inferior do rio Nilo, era parte de um complexo de civilizações do Vale do Nilo. A fixação de grupos humanos na região, assim como na Mesopotâmia, esteve diretamente ligado às terras férteis provenientes das cheias e vazantes do rio Nilo.
Política, Sociedade e Economia
O Faraó era responsável pela proteção e prosperidade de seu povo, como era considerado uma divindade viva, é possível afirmar que o Período Dinástico era uma monarquia teocrática. O poder de um faraó abrangia a religião, justiça, exército, controle das atividades econômicas e a administração do Estado. Todas as terras pertenciam ao faraó e era ele quem controlava o emprego da força de trabalho, as construções, como pirâmides e templos e as obras hidráulicas.
Abaixo do Faraó vinham os Sacerdotes, que além das práticas religiosas, tinham a função de transmitir o conhecimento para as gerações posteriores. Desfrutavam de grande prestígio na sociedade. A Nobreza compunha a burocracia do Antigo Egito, eram altos funcionários do Estado. Os Escribas pertenciam à baixa nobreza e eram profissionais que tinham a função de escrever textos, registrar dados numéricos, redigir leis e arquivar informações. Os Soldados era em sua maioria mercenários recrutados fora do Egito que se fixavam na região após receberem doações de terra do faraó e a ele deviam obediência e serviço. Já os Artesãos pertenciam a uma camada inferior da sociedade, mas possuíam qualificações diferentes, relacionadas ao tipo de trabalho realizado. Os Camponeses tinham a responsabilidade nos trabalhos da agricultura e criação dos animais. E por fim os Escravos que constituíam um grupo reduzido, que tendia a crescer apenas em momentos de guerra, já que eram os conflitos que mais os produziam.
A economia egípcia era predominantemente agrícola e o rio Nilo também oferecia a possibilidade de pesca. Se baseava também na servidão coletiva, pois o controle de toda produção e mão de obra estava nas mãos do Estado (Faraó).
Cultura e Religião
Eram Politeístas, adoravam divindades que apresentavam as forças e fenômenos da natureza e apresentavam-se sob a forma humana e animal (antropozoomorfismo). Os egípcios acreditavam na vida após a morte e entendiam-na como uma forma de libertação. Dessa crença é que emerge a prática de conservação dos corpos, conhecida como mumificação. Observando suas construções percebe-se conhecimentos avançados de matemática e astronomia.







0 comentários:
Postar um comentário