
A energia assume muitas formas: pode estar armazenada num objeto, fazendo-o se mover instantes depois (se for realizada alguma ação que o tire dessa condição em que está parado). Pode nos manter aquecidos em um dia frio de inverno. Independente de sua forma, sabemos que a energia se conserva. Esse é um princípio fundamental na física. Significa dizer que, quantificando o que chamamos de energia, mesmo após uma série de transformações em diversos eventos, essa quantidade não se altera. Ela permanece a mesma. Por mais difícil que seja ter uma imagem mental do que a energia é, o seu estudo ao longo dos tempos nos permitiu aprender a usá-la a nosso favor. Descobrimos diferentes fontes de energia e como aplicá-las a inúmeras situações que atendam às nossas necessidades.

Existem edificações – chamadas de usinas – que têm o propósito de transformar a energia presente na natureza em um tipo de energia que possamos utilizar. Um tipo muito promissor de energia que vem evoluindo consideravelmente é a energia solar. Se pararmos para analisar a fundo, a energia solar tem uma influência (mesmo que indireta) sobre diversos tipos de energia. Por exemplo, a energia solar é armazenada por diversos vegetais durante o processo de fotossíntese. Vegetais que são utilizados como combustíveis na geração de energia elétrica. Normalmente, a utilização de tais combustíveis gera, além de energia, certas substâncias que trazem prejuízos à natureza: a emissão do gás carbônico (CO2) é um dos efeitos mais nocivos ao planeta que um uso irresponsável de combustíveis para transformação de energia pode causar. Podemos citar as usinas termelétricas como um exemplo: a queima de combustíveis produz CO2 e causa impactos negativos na composição da atmosfera do planeta. Gostaria de reforçar o termo transformação como um lembrete de que a energia que nós utilizamos não foi “criada”: ela já existia, e apenas adquiriu uma outra forma.
Ainda se tratando da energia solar, ela é considerada uma fonte de energia limpa. Isso significa que ela não gera resíduos poluentes durante o seu processo de transformação. De acordo com a ONU, os métodos de transformação de energia a partir da fonte solar foram muito mais lucrativos e eficientes em 2017 do que os que utilizam combustíveis fósseis. Percebem o progresso? Isso significa que é possível gerar empregos, contribuir para a economia e ainda utilizar a energia de modo não prejudicial ao meio ambiente.
Podemos citar também outra fonte limpa de energia: a energia eólica, originada do vento. Utilizando hélices movidas pelo vento, obtemos energia elétrica através de geradores. É interessante citar que esse é outro caso em que a energia solar atua de maneira indireta: o Sol influencia o movimento de camadas de ar, formando os ventos.
Em contrapartida, mesmo as fontes mais limpas de energia podem se manifestar de formas discutíveis acerca de como impactam o nosso mundo. Vamos pensar nas usinas hidrelétricas: o movimento das águas é considerado uma fonte limpa de energia, pois não emite substâncias poluentes. Mas a construção de usinas hidrelétricas implica numa alteração significativa em um determinado ambiente. Isso pode incluir a mudança no curso de rios, a devastação de florestas (prejudicando a fauna e a flora local) e a realocação de moradores da região. Outro exemplo é a energia nuclear: ela é uma fonte limpa. Mas a maneira como ela é administrada em usinas pode causar impactos imensos no planeta, caso seja utilizada de má forma e com pouca responsabilidade.
É uma consideração otimista pensar que estamos descobrindo e desenvolvendo métodos eficientes e limpos de se obter energia. O que se espera é que esse desenvolvimento nos permita substituir, aos poucos, fontes de energia prejudiciais ao meio ambiente por fontes limpas que causem o menor impacto negativo o possível, seja ele ambiental ou social. É o dever da ciência estudar e desenvolver esses métodos, pois o conhecimento deve andar sempre ao lado da ética. E é o nosso dever, como habitantes desse mundo, contribuir, mesmo que através dos mais simples gestos, para que tenhamos um mundo melhor para viver.
| Fonte: ONU | Texto: Biologia Total
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